terça-feira, 28 de maio de 2013

Artur Moraes - o guarda-redes que, afinal, não vale títulos



Há uns meses publiquei aqui um texto em que comparava Hélton e Artur Moraes. Disse que o brasileiro do Benfica estava em grande forma e que levava vantagem na luta directa com Hélton. No entanto, este final da temporada faz com que tenha que rever o que escrevi. Não porque Artur não tenha qualidade mas, simplesmente, porque foi decisivo negativamente nos momentos importantes.

Ninguém diria, ao ver as actuações do guarda-redes do Benfica, que estamos perante um jogador experiente, tantas foram as falhas cometidas. Pensava eu que Moraes seria decisivo na recta final da época para segurar os títulos do clube encarnado mas, pelo contrário, comprometeu-os.

Na Liga Portuguesa, Artur está ligado directamente a três jogos em que o Benfica perde pontos. Na Luz, contra o Porto e Estoril, o brasileiro comete dois erros terríveis - dois empates em jogos muito importantes. No Dragão, no jogo do título, se não podia ter feito nada para parar o belo remate de Kelvin, o mesmo já não se pode dizer do golo de Varela: mal colocado, lento a reagir ao ressalto e pouco aplicado no momento de sacudir a bola.

Se na Liga Europa não há nada a apontar, na final da Taça de Portugal Artur fica ligado aos dois golos do Vitória. O primeiro começa num erro absurdo após um pontapé - um erro que Hélton raramente comete - o ponto fraco de Moraes. No segundo golo, apesar do desvio, Artur é mais uma vez muito lento a reagir, Um guarda-redes de topo tem que segurar aquela bola. Ponto.

Preud'Homme esteve cinco épocas no Benfica e nunca foi campeão. Mas tal se deveu à falta de qualidade do resto da equipa e não a erros - foram poucos - que o belga cometeu. Já Artur Moraes claudicou no momento decisivo. Não posso, obviamente, esquecer as belas intervenções nos jogos em casa com o Bayer, em Vila do Conde ou noutras partidas. Mas, na recta final da temporada, um guarda-redes com a qualidade de Artur não pode, nem por sombras, cometer tantos erros e tão graves. Falta de concorrência? Talvez, já que Paulo Lopes no Benfica é apenas um bom rapaz para os treinos e para animar os colegas. O ano passado havia Eduardo.

Quim foi preterido por Jesus por não lhe garantir pontos. Veio Roberto, que soltou a sua veia galinácea de vermelho ao peito. E Artur Moraes, que agora defraudou as expectativas de quase todos os adeptos encarnados. Se o Benfica quiser ter o melhor Artur na próxima época, há que assegurar que terá concorrência forte. 

Abel Resino ou a arte de lançar jovens porteros às feras



No próximo fim-de-semana disputa-se, em Espanha, a última jornada do campeonato. Com o título decidido, as atenções centram-se na disputa pelo quarto lugar e pela despromoção. Quatro clubes estão em risco de descer e estão separados por dois pontos. Deportivo com 35, Celta e Zaragoza com 34 e Mallorca com 33. Todos jogam em casa. Só há lugar para um na próxima edição da Liga Espanhola.

Serão, com certeza, 90 minutos asfixiantes, de rádio no ouvido e com o coração nas mãos. Dificilmente estará tudo decidido aos 75 minutos - a não ser que o Depor, único que depende de si, esteja a vencer confortavelmente a Real Sociedad que luta ainda pela Champions. Mas como é que isto está relacionado com guarda-redes?

Rúben Blanco, terceiro guarda-redes do Celta de Vigo, a pouco menos de dois meses de completar 18 anos, será o titular no jogo decisivo do campeonato frente ao Espanyol. Com a lesão na última jornada do titular - e, já agora, muito bom portero Javi Varas - Blanco estreou-se na segunda parte desse jogo, que culminou numa vitória em Valladolid. Estava no banco porque o habitual suplente está há algum tempo lesionado e tem sido Blanco a estar no banco pronto para qualquer eventualidade. Com a lesão na mão de Javi Varas, Blanco foi lançado às feras e, segundo os relatos, esteve impecável.

Bem sei que foi um acaso a estreia de Blanco. Mas também o foi a de De Gea, no Dragão, num jogo da Champions. Perante a impossibilidade de Asenjo, jogou Roberto que se lesionou durante a partida - entrou De Gea e nunca mais largou a baliza do Atlético nessa temporada. Fez um jogo muito bom no Dragão e, no jogo a seguir, defendeu um penalti e tornou-se uma estrela para os adeptos. 

E, coincidência ou não, o treinador que lançou às feras De Gea é o mesmo que acaba de ter que lançar Rúben Blanco para as grandes decisões. Abel Resino, antigo guarda-redes, é o actual treinador do Celta de Vigo e espera, no último suspiro, contar com Blanco para permanecer no principal escalão do futebol espanhol. Resino, que ao serviço do Atlético no início dos anos 90 detém o recorde de minutos sem sofrer golos, é um treinador com uma carreira relativamente curta mas com pouco sucesso. Um dos maiores é mesmo o sucesso de De Gea. Se conseguir a permanência do Celta, atingirá o ponto mais alto da sua carreira e conta, para isso, com as mãos de ferro de Rúben Blanco.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Grandes momentos #2: a defesa de Quim



O guarda-redes Quim tem um tique:  após a maioria dos golos que sofre, tem por hábito levantar o seu braço direito, insinuando e pedindo a marcação de uma qualquer irregularidade no lance que acabou em golo. Foi assim no Braga, no Benfica, na selecção e novamente em Braga.

Campeão nacional com Trapattoni e Jorge Jesus, parece ter lançado uma maldição ao técnico do Benfica na altura da sua despedida da Luz. Jesus disse que queria um guardião que valesse pontos, saiu-lhe um Roberto na fava e com Artur ainda não conseguiu vencer o campeonato. Quim teve, então, que regressar ao clube de origem para terminar a carreira em grande estilo.

Relativamente pequeno para um guarda-redes mas elástico o suficiente para brilhar para a foto em várias ocasiões, Quim não é nem nunca foi um guarda-redes completo. Pelo ar sofre bastante e tem um frágil jogo com os pés, para além de algumas falhas de concentração. Mas voltemos ao braço de Quim.

Se é costume esticar o braço para o que não deve, na época 2011/2012, à 26ª jornada o Braga recebia o líder FCPorto que tinha que ganhar para praticamente pôr um ponto final no campeonato. O jogo estava equilibrado e foi para intervalo 0-0 - acabaria por resultar numa vitória 0-1 para os dragões. Mas centremo-nos no minuto 42.

Ataque do Porto pelo lado esquerdo, a bola chega à entrada da área a Moutinho que desmarca na esquerda  para Hulk. O brasileiro, praticamente na linha de fundo e no limite lateral esquerdo da área, remata violentamente na direcção da baliza. A bola levava a direcção da malha interior do lado direito da baliza de Quim. Só que pelo meio estava o braço - e a mão - do guarda-redes bracarense, que desta vez se esticou por boas e belas razões, retirando no limite a bola da baliza, numa defesa muito complicada e cheia de intenção. Foi, no fundo, uma defesa com nota artística elevada.

É a melhor defesa dos últimos anos na Liga Portuguesa. Podemos revê-la no segundo minuto deste vídeo - pena não haver várias repetições.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Duelos: Neuer vs Weidenfeller



Sábado joga-se a final da Champions 2012/2013 e espera-se que seja um grande jogo já que Bayern e Dortmund foram as equipas que mais espectáculo proporcionaram ao longo da época no futebol europeu. Conhecem-se muito bem, contam com as suas estrelas em grande forma e é uma bonita forma de festejar os 50 anos da Bundesliga, um campeonato com estádios cheios, equipas jovens e fortes quer a nível táctico, quer na componente técnica. 

Nas balizas de Wembley estarão dois guarda-redes alemães que representam duas gerações. Um é mundialmente conhecido, já é o dono da baliza da selecção alemã desde o Mundial de 2010, já esteve na final do ano passado da Champions e é, praticamente, um guarda-redes completo - falo de Manuel Neuer, 27 anos e que representa uma geração mais jovem de guardiões alemães. Já o guarda-redes que defende a baliza do Dortmund é um veterano e está longe de ser uma estrela das balizas mundias.

Comecemos, então, por Roman Weidenfeller. Foi o escolhido pelo Dortmund para substituir Jehns Lehmann após o título de 2002 e, desde então, tem sido quase sempre titular absoluto da baliza do Dortmund. Aos 32 anos está no topo das suas capacidades: sabe os momentos certos de intervenção nos lances e é uma peça fulcral na equipa do Borussia. Não é um guarda-redes de topo porque lhe faltam algumas qualidades nas bolas aéreas e mesmo debaixo dos postes nunca nos habituou a defesas brilhantes. Mas é um guarda-redes de excelente nível que tem vindo sempre a melhorar. Nunca foi internacional e, agora que está na melhor fase da carreira, vê o seleccionador alemão optar por elementos da nova geração de guarda-redes alemães - Zieler, Ten Stegen ou mesmo Adler estão à frente de Weidenfeller na lista de substitutos de Neuer. Outra nota curiosa é que, na final da Champions de 97 em Munique, o Dortmund tinha como titular um guarda-redes alemão, mais jovem na altura, mas que também sempre viveu na sombra de Kopke, Ilgner ou Kahn - falo-vos de Stefan Klos.

Se Weidenfeller é relativamente desconhecido no mundo do futebol, o mesmo não se pode dizer de Manuel Neuer. O alemão formado no Schalke é várias vezes incluído nas listas dos melhores da actualidade ao lado de Casillas ou Buffon. E com bastante razão: uma estatura física soberba, grande qualidade técnica e não tem mau jogo de pés. Peca na concentração, tendo algumas falhas evitáveis. É um digno sucessor de Kahn em Munique e em duas épocas soma duas finais da Champions. O ano passado não imitou Kahn na final contra o Valencia de 2001, apesar de na lotaria das grandes penalidades ter defendido um e marcado outro. Só que a noite era do guarda-redes adversário, Petr Cech, que defendeu uma no prolongamento e outras duas na lotaria. 

Para além do confronto entre duas gerações de treinadores, a final da Champions do próximo sábado será um duelo entre dois guarda-redes distintos que têm algo a provar. Um, Neuer, que é de facto um dos melhores do mundo. O outro, Weidenfeller, que tem evoluído e que o futebol alemão, ao nível das selecções, não tem sabido reconhecer o seu valor, para além de poder afirmar-se igualmente como um dos melhores guarda-redes mundiais.

domingo, 19 de maio de 2013

Courtois - tudo perfeito



Thibaut Nicolas Marc Courtois. 1,99m de altura, 90 kg, 21 anos acabados de fazer. Belga, pertence aos quadros do Chelsea inglês mas cumpriu as duas últimas épocas emprestado ao Atlético de Madrid. E é na capital espanhola que tem feito exibições que o colocam nas habituais listas da imprensa sobre melhores guarda-redes da actualidade.

Elástico, concentrado e seguro, é já um guarda-redes completo que tem ajudado o Atleti a ganhar alguns troféus importantes - Liga Europa, Supertaça Europeia e Taça do Rei, mais um terceiro lugar na Liga. E foi contra o eterno rival de Madrid que Courtois aumentou a lenda na baliza colchonera. Em pleno Bernabéu, o Atleti ganhou 2-1 ao Real Madrid e o guarda-redes belga fez três defesas extraordinárias. 

Muito se tem falado no futuro deste jovem belga. Como pertence ao Chelsea, é o sucessor natural de Cech mas o checo não parece ainda perto da reforma. A decisão de emprestar a um clube de topo foi feliz e acertada, e vai de encontro ao que sempre defendo: os jovens guarda-redes de qualidade devem jogar regularmente se querem evoluir e há poucos guarda-redes de topo que não tenham sido lançados às feras muito cedo. E talvez continue mesmo em Madrid, o que seria do agrado do belga e dos adeptos do Atlético.

E para além da sua estadia em Madrid, no futuro próximo Courtois quer levar de volta a selecção belga a um Campeonato do Mundo. Está bem lançada no seu grupo de qualificação e lidera uma geração de talentos belgas com muita qualidade. Se estiver no Brasil 2014 será, certamente, um dos melhores na sua posição. Para isso precisa de jogar e ao mais alto nível. Para o ano, o Atleti estará na Champions e é mais um desafio para o belga. Mas caso deixe de jogar ou se lesione, aproveito para dizer que o seu suplente na selecção tem também muita qualidade: Simon Mignolet, 24 anos e toda a experiência da Premier League. 

Courtois é, sem dúvida, "o" guarda-redes do futuro. E tem tudo para ser um digno sucessor de Pfaf ou Preud'Homme na galeria de heróis das balizas belgas.


domingo, 5 de maio de 2013

Lama, Sirigu e o PSG



O PSG será, com quase toda a certeza, campeão francês dezanove épocas depois. Será apenas o terceiro título do clube parisiense, criado nos anos 70 por um conjunto de empresários da capital francesa, e que agora tenta voltar às glórias com dinheiro das Arábias. 

Nos anos 90, o PSG venceu o tal título de 93/94 - Artur Jorge era o treinador - e chegou a duas finais das Taças das Taças - ganhou uma ao Rapid Viena e perdeu outra com o Barcelona de Robson. Com Luis Fernandez chegou mesmo às meias finais da Champions, eliminando o poderoso, mas em fim de ciclo, Barcelona de Cruyff. Para estas belas campanhas europeias contribuíram jogadores como Raí, Weah, Le Guen, N'Gotty, Leonardo, Valdo, Kombouaré ou Ginola.

E na baliza? Bérnard Lama. Aos 30 anos, este extraordinário guarda-redes ajudou com defesas fantásticas e elásticas o clube de Paris a conquistar as vitórias referidas. Lama, formado no Lille, foi o dono da baliza do PSG nos anos 90, já no final da carreira. Foi também titular da selecção francesa no Euro 96 e suplente de Barthez no França 98 e Euro'2000. Lama, apesar de parecer ter quase dois metros, só tinha 1,83m, não o impedindo de fazer defesas no limite da elasticidade humana e de ser um guarda-redes muito seguro nas bolas pelo ar. 

E agora que o PSG tenta voltar à ribalta europeia, Leonardo, director-desportivo, foi à Sicília encontrar Salvatore Sirigu, italiano, actualmente com 26 anos. É um guarda-redes seguro e é apontado como natural sucessor de Buffon na baliza da selecção italiana, principalmente pela consistência e pela experiência que já tem e que aplica nos jogos. Longe da exuberância de Lama, Sirigu foi aposta pessoal de Leonardo e tem dado conta do recado. À partida, foi uma escolha arriscada pois o PSG precisava rapidamente de vitórias e a pressão iria ser muito complicada de gerir. Sirigu lidou bem com o desafio.

A incógnita à volta do futuro de Ancelotti no PSG pode pôr em causa o percurso positivo do clube. Este ano só esbarraram contra o Barcelona na Champions. Para a próxima época, o clube vterá que voltar a ser campeão e poderá ambicionar algo mais nas provas europeias. Não será, com grande probabilidade, pelo guarda-redes que o PSG poderá ficar abaixo das expectativas. Sirigu está a construir uma história em Paris capaz de fazer esquecer Lama. Uma final europeia ou alguns campeonatos consecutivos serão fundamentais.


sábado, 4 de maio de 2013

Vintage #2: Silvino Louro



O Benfica regressa, 23 anos depois, a uma final europeia. Será a nona da história do clube encarnado. Costa Pereira esteve em quatro - ganhou duas -, José Pereira levou quatro golos do Manchester United de Charlton, o mítico Bento só conseguiu uma, contra o Anderlecht. Já o dono da baliza das últimas duas finais foi Silvino Louro.

Natural de Setúbal, foi no Vitória FC que começou a dar nas vistas bem cedo, antes de completar 20 anos. Ganhou a titularidade da baliza sadina e realizou grandes exibições, sendo muito cobiçado. Porém, na época  81/82 perdeu a titularidade para Amaral e, ainda jovem, não queria ficar no banco. Rumou a norte, para o Vitória de Guimarães onde fez duas épocas brilhantes antes de se transferir para o Benfica. Ao serviço dos minhotos, num jogo na Luz, chegou a defender dois penaltis de Nené e fez uma grande exibição. Os responsáveis encarnados viram nele o substituto ideal de Manuel Bento.

Só que Bento não tinha ideias de sair da baliza do Benfica e, após uma época no banco, voltou ao norte, desta vez ao Desportivo das Aves. Fez a chamada rodagem, habitual actualmente nos jovens guarda redes, mas na altura Silvino já tinha 26 anos. Era uma época em que o guarda redes veterano era super valorizado. 

Após a passagem pela Vila das Aves, volta ao Benfica e aproveita a lesão de Bento no México'86 para ganhar a titularidade da baliza encarnada. Bento nunca mais recuperou a baliza e, partir daí, Silvino foi titular durante algumas épocas. É nessa altura que o Benfica chega às finais de Estugarda e Viena. Na primeira, Silvino foi incapaz de deter os seis penaltis marcados pelo PSV - era um guarda-redes especialista - e, contra o AC Milan em Viena, não evitou o golo de Gullit, ficando na linha de golo demasiado tempo, enquanto o holandês aproveitava a auto-estrada aberta pelos jogadores do Benfica. Se tivesse ganho este jogo, teria sido ele a levantar a Taça e hoje seria um símbolo incontestável do clube encarnado. 

Nas últimas épocas ao serviço do Benfica lutou com Neno pela titularidade, alternando conforme o treinador que estava ao comando da equipa. Não foi titular na última época - 93/94 - e saiu, pensavam todos, para uma reforma calculada no Vitória de Setúbal. Porém, com 35 anos, ia mostrando grande qualidade debaixo dos postes e o FCPorto foi contratá-lo para ser suplente de Baía, sendo treinado por Robson. Com a saída de Baía para Barcelona, pensava-se que Silvino seria o eleito mas António Oliveira, também chegado ao clube, resolveu apostar em Wozniak, primeiro, depois em Eriksson, mais tarde em Hilário mas, nos últimos dez jogos da época, o treinador apostou em Silvino que deu a tranquilidade necessária nos jogos decisivos para a conquista do primeiro tricampeonato da história do clube. Após essa época, muda-se para o vizinho rival Salgueiros, onde cumpre três épocas, as últimas como jogador profissional.

Silvino foi também internacional A. No final da década de 80, para além de substituir Bento no Benfica, fê-lo na equipa das quinas. Mas a ascensão de Baía e a alternância com Neno na baliza encarnada tiraram-no do caminho da selecção, não tendo nunca participado numa fase final, já que em 96 era suplente de Baía no Porto. Referi esta competição porque os eleitos de Oliveira para Inglaterra foram Baía, Rui Correia e Alfredo. Mas já ao serviço do Salgueiros, poucos meses depois de ter ajudado o FCPorto a ser campeão, Artur Jorge chama-o à titularidade porque Baía estava lesionado. Jogou na Alemanha no célebre jogo da expulsão de Rui Costa e em casa na vitória frente à Irlanda do Norte. Foram as últimas internacionalizações de Silvino, aos 38 anos, ele que contabilizou 23.

Não foi um guarda redes vistoso mas era eficaz. Canhoto, de recursos simples, um pouco frágil no jogo aéreo - apesar da altura -, Silvino é actualmente o fiel companheiro de Mourinho no treino de guarda-redes. É conhecido pela sua personalidade exuberante e por ferver em pouca água. Mourinho garante que é o melhor treinador de guarda-redes do mundo. Petr Cech ou Júlio César falam maravilhas dele. Já com Casillas a relação não é a melhor.


 
Desenhado por Pedro Barbosa | Gerido por Pedro Fragoso - Heróis e Galináceos