terça-feira, 21 de maio de 2013

Duelos: Neuer vs Weidenfeller



Sábado joga-se a final da Champions 2012/2013 e espera-se que seja um grande jogo já que Bayern e Dortmund foram as equipas que mais espectáculo proporcionaram ao longo da época no futebol europeu. Conhecem-se muito bem, contam com as suas estrelas em grande forma e é uma bonita forma de festejar os 50 anos da Bundesliga, um campeonato com estádios cheios, equipas jovens e fortes quer a nível táctico, quer na componente técnica. 

Nas balizas de Wembley estarão dois guarda-redes alemães que representam duas gerações. Um é mundialmente conhecido, já é o dono da baliza da selecção alemã desde o Mundial de 2010, já esteve na final do ano passado da Champions e é, praticamente, um guarda-redes completo - falo de Manuel Neuer, 27 anos e que representa uma geração mais jovem de guardiões alemães. Já o guarda-redes que defende a baliza do Dortmund é um veterano e está longe de ser uma estrela das balizas mundias.

Comecemos, então, por Roman Weidenfeller. Foi o escolhido pelo Dortmund para substituir Jehns Lehmann após o título de 2002 e, desde então, tem sido quase sempre titular absoluto da baliza do Dortmund. Aos 32 anos está no topo das suas capacidades: sabe os momentos certos de intervenção nos lances e é uma peça fulcral na equipa do Borussia. Não é um guarda-redes de topo porque lhe faltam algumas qualidades nas bolas aéreas e mesmo debaixo dos postes nunca nos habituou a defesas brilhantes. Mas é um guarda-redes de excelente nível que tem vindo sempre a melhorar. Nunca foi internacional e, agora que está na melhor fase da carreira, vê o seleccionador alemão optar por elementos da nova geração de guarda-redes alemães - Zieler, Ten Stegen ou mesmo Adler estão à frente de Weidenfeller na lista de substitutos de Neuer. Outra nota curiosa é que, na final da Champions de 97 em Munique, o Dortmund tinha como titular um guarda-redes alemão, mais jovem na altura, mas que também sempre viveu na sombra de Kopke, Ilgner ou Kahn - falo-vos de Stefan Klos.

Se Weidenfeller é relativamente desconhecido no mundo do futebol, o mesmo não se pode dizer de Manuel Neuer. O alemão formado no Schalke é várias vezes incluído nas listas dos melhores da actualidade ao lado de Casillas ou Buffon. E com bastante razão: uma estatura física soberba, grande qualidade técnica e não tem mau jogo de pés. Peca na concentração, tendo algumas falhas evitáveis. É um digno sucessor de Kahn em Munique e em duas épocas soma duas finais da Champions. O ano passado não imitou Kahn na final contra o Valencia de 2001, apesar de na lotaria das grandes penalidades ter defendido um e marcado outro. Só que a noite era do guarda-redes adversário, Petr Cech, que defendeu uma no prolongamento e outras duas na lotaria. 

Para além do confronto entre duas gerações de treinadores, a final da Champions do próximo sábado será um duelo entre dois guarda-redes distintos que têm algo a provar. Um, Neuer, que é de facto um dos melhores do mundo. O outro, Weidenfeller, que tem evoluído e que o futebol alemão, ao nível das selecções, não tem sabido reconhecer o seu valor, para além de poder afirmar-se igualmente como um dos melhores guarda-redes mundiais.

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