Frederico Barrigana tinha que ser a primeira opção desta secção porque, enquanto vibrava com as defesas de Vítor Baía, lia e ouvia as histórias do mítico Barrigana.
Antes de tudo, não era um nome normal. Barrigana soa a homem gordo para um miúdo de cinco anos, não? Mas esqueço logo isso quando descubro o apelido: mãos de ferro. Para um guarda-redes há poucos cognomes mais fortes do que este. Segundo me contaram pessoas que o viram jogar, Barrigana era felino na arte de defender, exuberante, um monstro das balizas.
Foi titular do Futebol Clube do Porto desde muito cedo e durante mais de uma década, apesar de não ser formado lá - chegou a jogar no Sporting, sem sucesso, no início da carreira. Mesmo assim, não conseguiu nenhum campeonato, ficando ligando ao segundo maior jejum de títulos nacionais dos portistas, mais concretamente dezasseis anos. E para piorar ainda a história, na temporada seguinte à saída de Barrigana para o Salgueiros - na II Divisão - o FCPorto quebrou o jejum e foi campeão nacional e com a melhor defesa do campeonato. A sua saída foi imposta pelo carismático Yustrich, o técnico brasileiro que quebrou o jejum mas que fica ligado a muitas histórias surreais para um treinador.
Barrigana é um dos símbolos do FCPorto mas também das balizas nacionais, seguramente no top 10 português de todos os rankings.


21:10
Pedro Fragoso

0 comentários:
Enviar um comentário